Máquina do tempo

Motivado pelo Apresente o seu Brasil para o Flickr, resolvi colocar todas as minhas fotos no mapa. Vi tantas fotos, tantas lembranças de viagens que fiz, fotos de pessoas que conheci e convivi que, honestamente, valeu a pena.

A cada foto que tentava lembrar onde foi tirada, quando lembrava, outros detalhes da época também vinham, histórias que havia esquecido e associações estranhas entre as viagens.

Para queimar a língua de uma vez, vou ter que falar que a nova Wired está boa. E foi lá que li esse texto do Clive Thompson sobre o quanto estamos deixando as nossas lembranças (ele fala mais de números de telefone, aniversários, etc) na mão de máquinas ou Outboard Brains como ele as chama.

É essa dependência do Google, Blackberry, celular e outros gadgets que nos fazem lembrar de tudo. O argumento é que esses acessórios aliviam o nosso cérebro de processar muita coisa e nos deixam mais livres para sermos mais criativos e sonhadores.

Mas o que relaciona esse artigo com as fotos que vi e todas as suas lembranças?

Esse trecho:

I’ve been blogging for four years, which means I’ve poured out about a million words’ worth of my thoughts online. This regularly produces the surreal and delightful experience of Googling a topic only to unearth an old post that I don’t even remember writing. The machine helps me rediscover things I’d forgotten I knew.

E esse aqui:

Does an overreliance on machine memory shut down other important ways of understanding the world?

There’s another type of intelligence that comes not from rapid-fire pattern recognition but from slowly ingesting and retaining a lifetime’s worth of facts. You read about the discoveries of Madame Curie and the history of the countries bordering Iraq. You read War and Peace. Then you let it all ferment in the back of your mind for decades, until, bang, it suddenly coalesces into a brilliant insight. (If Afghanistan had stores of uranium, the Russians would’ve discovered nuclear energy before 1917!)

Ou seja, essa associação de idéias é que faz a diferença.

Ah! antes que me esqueça ainda há uma entrevista com Ridley Scott sobre a nova versão do Blade Runner e outra com Oliver Sacks sobre o impacto positivo da música no cérebro que são muito boas.

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