Alguns reviews

Assisti a uma porção de filmes no fim de semana. Aqui vão breves críticas:

Cidade Baixa – Lázaro Ramos e Wagner Moura em ótima forma e carregando a Alice Braga nas costas. A culpa nem é dela. Ela também está bem mas os dois literalmente roubam a senha. O filme é bacaninha mas nada demais. Dois amigos de infância disputam a mesma mulher que, no caso, é uma puta (mesmo!). Bem feito, tem uns lances de câmera na mão que eu gosto muito. Vale assistir no cinema para dar uma moral ao cinema nacional.

Domino – Nos seus últimos filmes, Tony Scott tem mostrado que gosta de edições rebuscadas, com elementos gráficos. Cores saturadas como em Chamas da Vingança, no curta da Amazon Agent Orange ou em filmes com cores frias como em Jogo de Espiões. Domino é o ápice desse maneirismo estético. A história é até boa (baseada em fatos reais: menina riquinha que vira caçadora de recompensas) mas o filme não ficou dos melhores. Sério. Está tudo lá. Cores saturadas, clima mexicano e edição nervosa. Meu conselho: espere o DVD e alugue quando sair da seção de lançamentos.

Dark Water – Assisti a versão do Walter Salles. Bem feito, bem dirigido, editado pelo ótimo Daniel Rezende (de Cidade de Deus). Mas o filme é bem menos tenso que a versão japonesa. A Jennifer Connelly está bem no filme mas falta alguma coisa. Walter Salles claramente fora do seu habitat natural. Se quer ficar com a pulga atrás da orelha assista a versão japonesa. É mais psicológica e tensa. Mas a versão do Walter Salles sem dúvida tem uma produção mais bem feita mesmo que em vários momentos fique muito parecida com a original japonesa.

O Exorcismo de Emily Rose – Fiquei sabendo desse filme há um tempo pelo Pensaletes. Filme de terror que se passa em um tribunal com cenas assustadoras sendo basicamente flashbacks. O formato funcionou. Baseado em fatos reais, o filme tem cenas ótimas e sem a tradicional ducha de vômito. Para quem gostou de O Exorcista, esse segue a linha e te põe realmente pensando no dilema de ter de provar que a morte de uma pessoa durante um exorcismo ocorreu por conta da entidade que tomou conta do corpo e não por causa do ritual. Bem legal.

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