Não vou falar da proibição. Muita gente já falou sobre isso. O que vou ponderar é: o que acontecerá com as redes sociais nessas eleições?

A quantidade de players que oferecem esse serviço de disseminção em redes sociais  aumentou significativamente, o exemplo da campanha do Obama nos EUA (mesmo sendo outro cenário de penetração da internet) e vontade de atingir os eleitores em todos os meios podem e devem causar um caos nas redes sociais usadas por brasileiros.

O Orkut com certeza será tomado por aventureiros, perfis falsos e cabos eleitorais mandando spams para todo mundo.

O Flickr, tem sido bastante claro em relação a propaganda e tem tirado sistematicamente campanhas de várias agências dos seus servidores.

O Facebook ainda é uma incognita para mim. Não sei nem se vai ser usado no Brasil. Pelo menos não nesta eleição.

O YouTube é outro que vai ser bastante usado. Fico imaginando a quantidade de vídeos de candidatos cometendo deslizes em comícios, tratando mal os seus eleitores e por aí vai. Vídeos esses que serão publicados por seus concorrentes diretos. O vídeo que conseguir entrar na lista dos mais vistos no Brasil poderá usar o boca a boca online de forma mais eficiente e talvez até chegar à grande mídia.

Uma coisa é certa. Todos os candidatos terão blogs e tentarão falar com as pessoas na internet. Não sei se essas pessoas realmente acharão que quem escreve, publica os textos e responde os comentários são os seus candidatos mas teremos muito blogs criados de forma errada e baseados em conceitos errados.

E, finalmente, o Twitter. Esse é o meu maior medo. Centenas de candidatos seguindo todo mundo, gerando milhares de tweets a mais, desnecessários e que farão com que o serviço fique ainda mais instável.

Aos que não vão trabalhar nessas eleições só desejo boa sorte. E aos que vão trabalhar prestando algum serviço de redes sociais só espero que usem o bom senso.