Eu, honestamente, não esperava por essa. O Radiohead para lançar seu novo disco fez um site em que você tem duas opções: a de comprar o download das músicas por quanto você quiser (é isso mesmo, quanto você quiser) ou comprar uma caixa que vem com o disco e mais vários extras.

Essa atitude dá um tapa com luva de pelica na cara de todo mundo que justifica o download de músicas pelo custo alto do CD.

Ah! tá caro? então me diz aí quanto você quer pagar por esse produto.

E aí? vai fazer o que? vai continuar dizendo que CD é caro ou vai assumir que baixa mesmo porque não gosta tanto da banda, porque é mais fácil ou porque é “de graça”?

Se o Radiohead conseguir fazer com que isso funcione, pode gerar uma nova revolução no mercado da música. Eu, acho que só vai funcionar porque é o Radiohead e porque é a primeira vez que se faz algo assim. Mas é uma atitude corajosa.

Saiu uma matéria na Folha de hoje sobre isso (apenas para assinantes) mas também pode ser lido em outros sites (PSFK e Times online )

Várias músicas já estão no YouTube (inclusive a que ilustra essa site) e você pode ver uma lista delas no The Playlist.

O disco em vários formatos pode ser comprado em http://www.inrainbows.com/Store/Quickindex2.html

Citando a matéria da Folha:

O Radiohead anunciou no fim de semana detalhes de seu sétimo disco. O nome: “In Rainbows”. A data de lançamento: 10 de outubro (quarta da semana que vem).
O sétimo disco da banda de Thom Yorke propõe mudanças em alguns paradigmas da indústria fonográfica. Isso porque “In Rainbows” pode ser adquirido em formatos diferentes e, principalmente, em um deles o consumidor estipula quanto quer pagar.

Se optar pelo download, o fã estipula quanto quer pagar -não há valor mínimo nem máximo. No dia 10, as dez faixas do álbum poderão ser baixadas de um site.
Se optar pelo formato físico, o fã pagará 40 libras (cerca de R$ 150). Mas receberá, além das dez faixas de “in Rainbows”, um segundo CD com oito faixas inéditas, além de um encarte com fotos. Esse preço já inclui despesas postais.
“O álbum vai revolucionar a forma como as pessoas pensam música. Já começou incentivando o questionamento sobre quanto a música vale”, disse Adam Benzine, da “Music Week”, ao site do semanário britânico “New Musical Express”.