Steve Albini, um dos produtores mais importantes do grunge recentemente falou a sua opinião sobre as pessoas que baixam música na internet. O assunto veio a tona quando o disco do Shellac vazou. Olha a resposta:

Don’t care. That sort of thing is inevitable and meaningless at the same time. I am not of the opinion that downloads cost sales, because someone who has decided he won’t pay for your record is not a customer you can lose—he is unwilling to be a customer. Downloads reach those people who don’t really like music enough to be participants in it as a culture, they just want to consume at their leisure, casually, the way my mother would have the kitchen radio playing while she did housework. I have no interest in these people or what their relationship to music is. It certainly doesn’t mirror mine, but it is (they are) harmless

Devo admitir que achei uma visão um pouco míope a respeito do assunto. Depoimento quase em cima do muro e transfere a responsabilidade totalmente para o usuário e não para as inovações tecnológicas que permitiram isso. Sem contar que essa linha de argumentação usa técnicas baratas de psicologia reversa.

OK, Steve, como eu quero me inserir na cultura musical, eu vou comprar todos os discos.  Mesmo aqueles que tem apenas 2 músicas boas. E aí, depois disso, vou comprar ingresso para todos os shows. Sem esquecer que tenho que comprar também toda a memorabilia possível. Afinal de contas, eu tenho que estar inserido nessa cultura. Mas e aí? isso também não é apenas consumo? Caso você não tenha percebido, o mercado mudou. E você , como todos nós,  deve se adaptar a essa nova realidade. Não interessa se eu baixei um disco que não será lançado no Brasil ou não. O que interessa é que eu vou aos shows (inclusive de bandas independentes) e compro os CDs que acho relevantes e que descobri através de um download. Será que eu conheceria essas músicas apenas ouvindo rádio? Mesmo rádios online? Recomendação de amigos e arquivos compartilhados online apenas aumentam a base de fãs da banda e potencializam a renda nos shows. Quanto mais gente conhece sua música, melhor.