Johnathan Carson é o CEO da Nielsen Buzzmetrics. Ele tem um blog e responde pela empresa nesse blog. Porque estou contextualizando tanto? Porque ele, recentemente foi fazer uma apresentação para profissionais de RP nos EUA sobre as possibildades da Web2.0 e do CGM.

Eu não vi a apresentação, não a achei online mas o post que ele fez sobre porque RP tem a possibilidade de ser mais eficaz na Web2.0 do que a propaganda é algo que deve ter feito o Al Ries feliz.
Carson fez uma análise SWOT do posicionamento dos profissionais de Relações Públicas e o CGM e Web2.0. Vale a pena ler.

Além disso ele também dá algumas dicas para que os profissionais de RP revertam a situação que hoje se encontram e que ele exalta na parte de ameaças da sua análise SWOT em uma tradução bem frouxa minha:

RP geralmente está presa dentro departamento de comunicação e seus budgets apertados. E isso faz com que programas Web2.0 não vejam a luz do dia.

Marcas geralmente vão a procura de outros porque RP não é visto como uma ferramenta de branding na maioria das vezes.

As idéias para virar o jogo?

Domine as pesquisas – web2.0 será movida por datas (já não é?) e as empresas precisam de muitos dados mensuráveis para tirar a verba destinada a campanhas na TV

Saia da sua zona de conforto – Arrisque-se tente outras possibilidades. O seu ramo tem menos a perder que outras empresas de marketing

A competência principal é interatividade -  a maior parte dos projetos será online e RP precisa melhorar nesse ponto.

Seja ético -  as empresas querem explorar as possibilidades com segurança. RP pode ser um caminho

E agora a parte principal:

Tenha Web2.0 no seu DNA – estimule blogs, contrate os feras em CGM, crie uma revolução cultural na indústria e em outras empresas. Contratar um blogueiro top deveria ser tão natural para uma empresa de RP quanto tem sido contratar ex-jornalistas ou pessoas com influência em Washington.

Achei no geral o post muito bom. E acredito que muitas empresas, não só as de RP, deveriam seguir as mesmas sugestões. Embora quem esteja no meio não aguente mais o termo Web2.0 (e Second Life também), quem toma a decisão na maior parte das vezes só estão tendo contato ou levando fé agora.
Não é raro ouvirmos um presidente de empresa falando: “Eu quero estar no ___________ (preencha com o que preferir YouTube, Second Life, etc)” sem ter a menor noção do que se trata.
E quando é sugerido que quem vai fazer a sua próxima campanha será o seu consumidor. O reflexo é dizer “Não”.
Talvez com o advento do Superbowl desse ano essa tendência mude mas, honestamente, acho difícil.

Na dúvida, acho uma boa todo mundo ler com calma o post do Mouthpiece.