Ok, o tema do momento é Consumer Generated Media (CGM). Mas como capitalizar isso? O Revver tenta fazer de uma maneira interessante mas considero que o resultado seja duvidoso. Anúncios no fim do vídeo? Não sei se realmente é efetivo. Deu dinheiro para alguns como o pessoal dos vídeos do Mentos e Coca-Cola, Ask a Ninja e até a Lonelygirl15 mas me parece que a idéia é melhor no papel do que na prática.

Agora imaginem outro cenário. Você coloca o seu vídeo no You Tube e determina se quer colocar links nos produtos que aparecem no vídeo apontando para um site de uma loja ou leilão. É o próximo passo dos programas de afiliados.

E já tem empresas fazendo isso. Lembra do comercial da Shai em que mostravam cenas de sexo explícito mas que todas as roupas que apareciam no vídeo podiam ser acessados clicando nos pontos verdes? O princípio é o mesmo mas o usuário determina os frames e os produtos que terão os links. Só que o negócio não pára por aí. As pessoas que assistem os vídeos também poderão adicionar seus links. Então acaba ficando como é o Flickr que você pode colocar notas nas fotos só que com a possibilidade de adicionar um link e direcionar para um site de afiliados.
O maior medo é no que isso pode resultar a médio prazo. A popularização dos blogs e a possibilidade de incluir links nos comentários geraram uma infinidade de Spams nos comentários e o pior Splogs ou Spam-blogs. Agora imagina isso em vídeos. Claro, provavelmente isso necessitará da aprovação do criador do vídeo.

Provavelmente também será necessária a adequação do serviço e aprovação dos termos para tentar ter algum lucro. Imagine o You Tube (que busca fontes de renda que não seja o Google) oferecendo isso para os seus usuários sem receber nada. Acho difícil.

Enfim, essa prática já tem até um nome, na verdade mais uma buzzword, “plink” ou Product-link. A empresa que está com esses planos a la Pinky & Cérebro é a EWM que já tem parcerias com diversos programas da TV norte americana.

Como, muitos adotam os métodos de divulgação (google ads, afiliados, etc) e pouquíssimos conseguem realmente ter uma renda a partir disso, acho que no fim isso acaba sendo um negócio da China para os anunciantes e para as empresas que fazem esse meio campo entre anunciantes e veículos.

Notícia original no ClickZ.